Análise independente aponta irregularidades na Praia da Guarderia e Curva da Jurema
- comunicacaobrunoma
- 23 de fev.
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Laudo técnico contratado pelos vereadores Bruno Malias e Pedro Trés identificou índices de coliformes fecais acima do permitido; órgãos ambientais foram acionados.

Uma análise laboratorial independente contratada pelos vereadores Bruno Malias (PSB) e Pedro Trés (PSB) identificou irregularidades nas amostras coletadas na região da Praia da Guarderia e Curva da Jurema, em Vitória.
A coleta foi realizada no dia 6 de fevereiro, após diligência dos parlamentares no local, motivada por registros recorrentes de manchas escuras, espuma e despejo de líquido proveniente de uma manilha próxima à ponte que dá acesso à Ilha do Frade.
De acordo com o laudo técnico, os índices encontrados estão fora dos padrões estabelecidos pela legislação ambiental brasileira. Conforme a Resolução nº 274 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), as águas são consideradas impróprias para banho quando há incidência de 2.500 coliformes fecais a cada 100 mililitros. Nas amostras analisadas, os índices chegaram a patamares até 40 vezes superiores ao limite permitido.
Para o vereador Bruno Malias, membro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Vitória, o resultado representa um alerta relevante para a cidade.
“A população precisa ter clareza sobre a qualidade da água das nossas praias. Nosso papel é fiscalizar, buscar respostas e garantir que os órgãos competentes investiguem a origem desse material e adotem as providências necessárias”, afirmou.
Órgãos acionados e requerimento formal
Diante dos resultados, os vereadores protocolaram ofícios junto ao Ministério Público, Instituto Estadual de Meio Ambiente (IEMA), Secretaria de Estado do Meio Ambiente, ARSP, CESAN, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e à própria Prefeitura de Vitória.
Também foi protocolado requerimento de informações solicitando esclarecimentos sobre as fiscalizações realizadas na rede de drenagem da região, especialmente quanto à possibilidade de ligações clandestinas de esgoto.
A Prefeitura de Vitória terá o prazo de 30 dias para responder formalmente ao requerimento.
Para o vereador Bruno Malias, o momento exige transparência e responsabilidade institucional.
“Quando um laudo técnico aponta irregularidade, o dever do mandato é formalizar, cobrar e acompanhar. Não se trata de alarmismo, mas de garantir que os órgãos competentes investiguem com rigor e apresentem respostas claras à população.”
Alerta técnico
O oceanógrafo Nélio Secchin, membro da Associação Brasileira de Oceanografia no Espírito Santo, manifestou preocupação com os níveis identificados, destacando os riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública em casos de exposição prolongada.
Acompanhamento
Com os órgãos oficialmente notificados e o laudo encaminhado às autoridades competentes, os vereadores afirmam que continuarão acompanhando o caso.
“A fiscalização é permanente. Seguiremos monitorando e cobrando transparência para que a população tenha respostas claras”, reforçou Bruno Malias.




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